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Osteocondrite Dissecante

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A Osteocondrite Dissecante (OCD) caracteriza se como evento patológico no comprometimento do tecido cartilaginoso e do tecido ósseo sob esta zona de cartilagem. Os sintomas se diferenciam das lesões osteocondrais agudas basicamente pelo aspecto cronológico. A OCD apresenta sintomas de início insidioso e lenta evolução, podendo chegar à completa disfunção articular. As causas mais comuns, baseiam se em algumas teorias: A traumática, por mico-traumas de repetição; A vascular, onde há um bloqueio da irrigação sanguínea de uma determinada área de osso sub-condral; Genética. Estes fatores podem agir de maneira isolada ou combinada.

Estas lesões são mais prevalentes no gênero masculino, em uma proporção de 3 homens para uma mulher. Existem vários sítios articulares que podem ser acometidos, sendo que no joelho os locais mais comuns são nos côndilos femorais e patela (joelho) e Talus (pé). A faixa etária mais acometida está entre os 10 e 20 anos, mas se extende a todas as faixas de idade.

O quadro clínico característico da OCD é inicialmente de desconforto articular, seguido de dor de leve intensidade que se intensifica com a prática de atividades físicas. Evolui de maneira lenta mas progressiva para dor de forte intensidade e funcionalmente limitante. O derrame articular pode se tornar intermitente e na presença de desprendimento do fragmento osteocondral pode haver bloqueio articular súbito, com impossibilidade de fletir ou extender o joelho.

O exame clínico detalhado pode levar à suspeita clínica da patologia e direcionar o médico a exames complementares mais assertivos e com maior probabilidade de diagnóstico correto. Os exames radiográficos, com incidências especiais, podem confirmar o diagnóstico clínico. A ressonância nuclear magnética (RNM) pode detalhar a anatomia e a viabilidade vascular do fragmento osteocondral. Na impossibilidade de realizar a RNM a tomografia computadorizada (TC) com contraste pode ser de grande valor diagnóstico. Em última instancia pode se utilizar da Artroscopia como procedimento diagnóstico / terapêutico.

O tratamento da OCD depende de fatores como: Idade do paciente (maturidade esquelética); Local da lesão; Extensão da área de comprometimento osteocondral; Viabilidade biológica e anatômica do fragmento osteocondral. No paciente esqueleticamente imatudo o tratamento quase sempre é o não cirúrgico (conservador). No paciente esqueleticamente maduro o tratamento via de regra é cirúrgico. No tratamento cirúrgico o objetivo é sempre realizar um procedimento biológico, ou seja, fixar o fragmento osteocondral no leito ósseo do qual ele se destacou, o que nem sempre é possível.