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Cartilagem

A Cartilagem é um dos tecidos, sob os aspectos Bioquímico, Histológico, Anatômico e Mecânico, mais complexos do nosso organismo. Possui características mecânicas altamente especializadas e de fundamental importância para as articulações. Sofre sobrecarga mecânica durante toda a vida através de movimentos cíclicos de compressão. A lesão do tecido cartilaginoso é irreparável, em função, principalmente, das características da sua anatomia vascular, ou seja, é um tecido que não é dotado de suprimento sanguíneo. O bom funcionamento da articulação depende da integridade do tecido cartilaginoso. A perda progressiva da cartilagem leva à doença articular que se conhece como Artrose. Doença esta altamente limitante e até incapacitante.

As lesões da cartilagem tem origem, de forma isolada ou combinada, em duas vertentes principais. A primeira é a Genética e a segunda a Mecânica, onde a sobrecarga física tem maior relevância. A prática de atividades físicas de alta demanda (“mais agressivas”) tem levando ao aumento da incidência das lesões cartilaginosas e, consequentemente, da artrose. O diagnóstico da lesão da cartilagem nas fases iniciais possibilitam tratamentos que levam a um melhor prognóstico, ou seja, minimizam os efeitos evolutivos da doença.

As lesões do tecido condral, especialmente no joelho, tem uma relação direta com o trauma, sobretudo o trauma esportivo. Há uma estreita relação entre as lesões ligamentares e condrais traumáticas. O fato de ser um tecido avascular (sem vasos sanguíneos) e a baixa capacidade da célula cartilaginosa (Condrócito) em produzir a matrix extra celular, faz com que a resposta reparativa seja mínima, não cicatrizando as lesões. Isto leva a uma degeneração progressiva da cartilagem.

A dor e o derrame articular de repetição são os principais sinais/sintomas. O derrame articular pode ser determinado por um evento traumático agudo (hemartrose ou acúmulo de sangue dentro da cavidade articular) ou ser reacional em processos degenerativos crônicos (acúmulo de líquido sinovial). A perda progressiva de massa muscular (quadríceps) e a dificuldade para realizar atividades de flexo / extensão do joelho são características das lesões cartilaginosas.

O diagnóstico das lesões cartilaginosas pode ser feito, na grande maioria das vezes, por um exame clínico detalhado e consistente. O exame complementar de imagem por Ressonância Nuclear Magnética confirma tal diagnóstico.

A linha terapêutica (tratamento) para as lesões de cartilagem depende muito da gravidade ou fase evolutiva da lesão no momento do diagnóstico, podendo variar do tratamento clínico ao cirúrgico. O tratamento não cirúrgico (conservador) consiste em medidas de proteção mecânica à articulação, diminuindo a sobrecarga física articular: Mudança de hábitos físicos; Controle de peso; Fortalecimento muscular; Medicações condroprotetoras; Viscossuplementação. As medidas terapêuticas cirúrgicas variam desde procedimentos artroscópicos (videocirurgias) a artroplastias (próteses) do joelho.